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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Cordelista e artista


Cada verso é todo meu
Cada rima é toda minha
Eu escrevo cada linha
Sem qualquer palpite seu
Por me achar um menestrel
Na escrita do meu cordel
Quem faz a rima sou eu

Quando meu primo cresceu
Ainda tive uma ajudinha
Mas foi tão pequenininha
Ninguém quase percebeu
Com diploma e anel
Na escrita do meu cordel
Quem faz a rima sou eu

Eu venci, ele venceu
Hoje ele é um artista
Me tornei um cordelista
Com o dom que Deus me deu
Mesmo sem ser o Noel
Na escrita do meu cordel
Quem faz a rima sou eu

Edimar Monteiro
24 de maio de 2026

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LITERATURA DE CORDEL