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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

O arrependimento de um biltre


É tanta corrupção
Que não cabe mais em mim
Eu preciso pôr um fim
Para minha salvação
Quero um bode expiatório
Pra constar no relatório
Da minha consumação

Minha idade não condiz
Com a minha condição
Quero ser um cidadão
Fazer o que nunca fiz
Fugir desta malandragem
Parar com a ladroagem
Fazer o povo feliz

Eu vou assumir meus atos
A todos pedir desculpa
Quero declarar a culpa
Dos erros nos meus mandatos
Minhas elocubrações
Nunca foram soluções
Nem correspondem aos fatos

Quero ser homem de bem
Ver minha vida ser refeita
Cidadão que se respeita
E não deve a ninguém
Não quero ser mais canhoto
Decidi ser o piloto
Da nave que me convém

Edimar Monteiro
15 de maio de 2026

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LITERATURA DE CORDEL