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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Novidade e humildade

Vejam a modernidade
A que ponto nos levou
Ela trouxe novidade
Mas da vida nos tirou
A nossa ingenuidade
Junto com a simplicidade
Que o tempo nos deixou

Eu ligo a televisão
Não encontro novidade
Tudo aquilo é invenção
Fruto da iniquidade
Ler um livro eu esqueço
Por isso que pago o preço
Desta mediocridade

Quero escrever uma carta
Para o compadre Dirceu
O tempo logo descarta
Este nobre gesto meu
Fui pegar meu celular
Comecei a digitar
E o mistério aconteceu

Meu computador chegou
Não estou mais ocioso
Mas eu acho que estou
Um pouco mais preguiçoso
Não sei mais geografia
Não estudo ortografia
Sou apenas curioso

Temos muito e quase nada
Isso é pura verdade
Nossa roupa que é usada
Não se doa nem metade
Se contenha com o que tem
Seja humilde faça o bem
Desencarne a humildade

Edimar Monteiro
06 de fevereiro de 2026

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LITERATURA DE CORDEL