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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Uma dor que não sossega


Sigo em sua direção
Já não sei o meu destino
Eu volto a ser menino
Não tenho reflexão
Você surge de repente
Eu te vejo incandescente
Turvando minha visão

Quem me dera eu crescesse
Pra mostrar o meu amor
Quem sabe como uma flor
Pedindo que florescesse
Pediria ao coração
Que me desse atenção
Nunca desobedecesse

A obediência é cega
Não conhece seu pendor
Eu só sei que seu odor
Tem cheiro de quem esfrega
Eu quero tanto você
Que não quero padecer
Dessa dor que não sossega

Edimar Monteiro
07 de junho de 2026

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LITERATURA DE CORDEL