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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Trio Espinharas


Um trio que não é três
Mas que tem uma tradição
Embalando uma canção
Tocam quatro, cinco, seis
É a família Silvestre
Todos são cabras da peste
Tocando com altivez

Barra de São Pedro acode
O setor da tecelagem
E aplaude com coragem
O trio que hoje explode
Espinharas o seu nome
Silvestre o sobrenome
Quem não pode se sacode

Pedro, o bamba do pandeiro
Destronou a natureza
Fazendo uma proeza
Feito garoto arteiro
Visto por um outro ângulo
Derreteu o seu triângulo
Sem deixar de ser faceiro

Dos Silvestres, o Manoel
Famoso namorador
Toca que é um primor
Merece ser menestrel
No pandeiro emociona
Do zabumba à sanfona
Ele faz o seu papel

Geraldo, o sanfoneiro
Já beira setenta anos
Ele ainda tem nos planos
Mais uns dez de forrozeiro
Uma coisa não duvido
Pra quem toca de ouvido
Ele manda no terreiro

Falo aqui por derradeiro
Do velho Antonio Silveste
Que no fole é o mestre
Mas também toca pandeiro
Quando jovem era touro
Hoje ele é um estouro
Um lendário verdadeiro

Jalex também faz parte
Pelo grupo fez bem mais
Foi nas redes sociais
Levantou o estandarte
Hoje o grupo é famoso
E Natal tá orgulhoso
Desse trio que faz arte

Sem medo de dar as caras
Bolero também tocaram
Nem assim desafinaram
Qual ruído de taquaras
Sem medo de um revés
Com louvor dou nota dez
Para o trio espinharas

Edimar Monteiro
06 de junho de 2026

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LITERATURA DE CORDEL