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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Um bloco de Niteroi

Um dia fui humilhado
Em um samba bem chinfrim
Que dizia pra mim
Que eu vivo enlatado
Um bloco de Niterói
Que buscava um herói
Mas quedou-se rebaixado

O samba era um enredo
Não falava de amor
Ria do conservador
Não guardava nem segredo
Castigo veio a cavalo
Foi pequeno o intervalo
Da glória para o degredo

O pacote ou o combo
Teve o corte da navalha
O ditado nunca falha
Soberba precede o tombo
O acinte e o deboche
Marionete e fantoche
Presságios de um assombro

Edimar Monteiro
18 de fevereiro de 2026

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LITERATURA DE CORDEL