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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Abestado inglório

A mulher o abandonou
Por sua simplicidade
Sem um pingo de humildade
Ela foi e não voltou
Era uma manhã chuvosa
Sem ficar em polvorosa
Sozinho ele chorou

Era um galináceo belo
Com as roupas apertadas
Suas pernas torneadas
Põe um homem em flagelo
Era tão despudorada
Que pra cama ser levada
Bastava jogar farelo

Ele era um capiau
Vindo do interior
Logo cedo ele tomou
O rumo da capital
Com calças de suspensório
Esse abestado inglório
Foi um corno sem igual

Com o tempo ela perdeu
Sua sensualidade
Avançada em idade
Voltou para o seu plebeu
Ele muito apaixonado
Se achou um felizardo
E com ela ele viveu

Edimar Monteiro
12 de abril de 2026

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LITERATURA DE CORDEL