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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Boi Rochedo e boi Rosado


Tangendo um carro de boi
Dei carona a Rosinha
Esta uma prima minha
Que a tempos tô de oi
Para eu lhe pedir um beijo
Aproveito o ensejo
Conto agora como foi

Cada boi era chamado
Por um nome diferente
O que era eficiente
Eu chamava de Rosado
O outro que eu tinha medo
Eu chamava de Rochedo
Cada qual mais amestrado

Comecei um aboiado
Vem pra cá meu boi Rochedo
Quero um beijo em segredo
Vai pra lá meu boi Rosado
A rosinha escutava
E acho que ela notava
Que eu era encabulado

Eu conheço outro aboiado
Rosinha disse pra mim
O começo é bem assim
Vem pra cá meu boi Rosado
Peça já não tenha medo
Vai pra lá meu boi Rochedo
Se pedisse eu tinha dado

Edimar Monteiro
17 de abril de 2026

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LITERATURA DE CORDEL