Foi uma noite bem ruim
Uma luta de gigantes
Uma guerra de amantes
Em uma torre de marfim
Quanto mais eu insistia
Mas ela me reprimia
Uma querela sem fim
Num desejo impaciente
Um fogo me consumia
Os seus beijos eu queria
Mas ela foi renitente
Em gesto de pouco zelo
Ela fria como gelo
Congelou meu corpo ardente
Num ato de leniência
De fininho eu escapo
Uma desculpa de farrapo
Fez-se vez a insistência
Em serena compostura
Conservei minha postura
Fiz valer a paciência
Essa noite pôs um fim
Ao desejo incontido
Que ficou tão reprimido
E não coube mais em mim
Quem sabe nossas lembranças
Ainda tragam esperanças
Nas asas de um querubim
Edimar Monteiro
23 de abril de 2026
Ao desejo incontido
Que ficou tão reprimido
E não coube mais em mim
Quem sabe nossas lembranças
Ainda tragam esperanças
Nas asas de um querubim
Edimar Monteiro
23 de abril de 2026

