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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Uma lágrima contida


Uma lágrima descendo
No teu rosto encantador
São reflexos de uma dor
Que você está escondendo
Tem algo te machucando
E eu aqui fico pensando
Nas dores que estás sofrendo

Ela vai ser enxugada
Pelo tempo que é voraz
Que também é incapaz
De secar coisa velada
Uma lágrima contida
Uma mágoa reprimida
Deixa a alma enlutada

Não há nada mais sadio
Do que choro em compulsão
Alegra teu coração
Te provoca um alivio
Uma lágrima guardada
Não será nunca enxugada
Só te deixa um vazio

Edimar Monteiro
25 de abril de 2026

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LITERATURA DE CORDEL