O fogo que o consome
É saber que sua amada
É uma mulher casada
E com outro mata a fome
Mas é vã formalidade
Pois sabe que na verdade
Ela não dirá seu nome
Cria-se um ambiente
E um plano é forjado
Deixar muito embriagado
O marido negligente
Dá-lhe vinho e mais vinho
Leva-o para o seu ninho
Então fogem de repente
O marido embriagado
Disse já cambaleante
Quero agora neste instante
Para a cama ser levado
Ela disse ao amante
Espere só um instante
Volto já para o seu lado
O plano foi malogrado
Por obra de um acaso
Por destino ou descaso
O corno foi acordado
Com gritos da criancinha
Que era filha da vizinha
Que morava do seu lado
O marido despertou
Com volúpia e apetite
Pra mulher fez um convite
E de pronto ela aceitou
Percebendo o rala e rola
O amante foi embora
Nunca mais ele voltou
Edimar Monteiro
15 de abril de 2026