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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Uma chuva persistente


Essa chuva persistente
Que toca minha vidraça
É você que vem e passa
Mas fica na minha mente
Você vai, seu cheiro fica
E o pingo que repica
Deixa a alma mais plangente

Fecho os olhos e não te vejo
Tu lá fora e eu cá dentro
E sinto neste momento
O quanto que te desejo
Abro os olhos lentamente
Você não está presente
Mas eu sinto o teu beijo

O amor sem utopia
Não tem cheiro da quimera
Sempre estou à sua espera
Tu serás minha um dia
Sonho com sua chegada
Ofegante e encharcada
Da chuva que te trazia

Edimar Monteiro
21 de abril de 2026

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LITERATURA DE CORDEL