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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Uma lista profana


Li em uma lista imunda
Nomes de todas as cores
De pessoas sem valores
Só de gente vagabunda
Custou-me acreditar
Mas depois de examinar
Vi que era mais profunda

Consultei o texto ambíguo
Achei bem interessante
Uma fiel de nome amante
Um justo chamado amigo
Vi que tinha um tal roxinho
Um outro era o lindinho
Nesta lista do perigo

Era a lista da propina
Que a mídia divulgava
E aquilo se tornava
Uma espécie de rotina
Foi roubo de toda sorte
Foi roubo de sul a norte
Foi roubo a cada esquina

Vai haver uma eleição
Aqueles vão concorrer
Se de fato irão vencer
Fica uma indagação
Mas uma coisa eu faria
Os larápios eu poria
No fundo de uma prisão

Edimar Monteiro
19 de abril de 2026

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LITERATURA DE CORDEL