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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

A mão da corrupção


Quem é dono desta mão
Eu falo bem ligeirinho
Tá faltando o mindinho
Eu digo: um ladravão
Isto nunca foi segredo
Pois a mão que falta um dedo
É a mão da corrupção

Um dedinho não faz falta
Isso já está provado
Não se fica limitado
Pois a mão é que assalta
A verdade é nua e crua
A culpa nunca foi sua
Pode ser de outro peralta

Não se irrite meu irmão
Só o tempo te ensina
A viver com tua sina
De sofrer ingratidão
Uma mão que é desfalcada
Pode ser aproveitada
Se o vil for maganão

Edimar Monteiro
04 de maio de 2026


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LITERATURA DE CORDEL