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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Caramujo a marulhar


Minha vó já me dizia
O ataque de um covarde
Mesmo que não seja alarde
Mostra sua covardia
Sua voz é de sarcasmo
Tem um fétido miasmo
Tem sabor de hipocrisia

Seu ataque é atacar
Cala quando lhe convém
Sem dizem nenhum amém
É máquina de debulhar
Quando vence se espalha
Quando perde se empalha
Caramujo a marulhar

Não ouso te escutar
Quero ter a liberdade
Também a capacidade
E o dom de me calar
Quando fores me agredir
Saiba não vou reagir
Ficarás só na vontade

Edimar Monteiro
31 de maio de 2025

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LITERATURA DE CORDEL