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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Engraçadinha


Faz-me homem, oh! mulher
Como fez Engraçadinha
Aquela tua priminha
Que tu sabes bem quem é
Por fora, bem pintada
Por dentro, deteriorada
Sepulcro de lucifer

Sem fazer comparação
Ela tem a formosura
Tu és anjo de candura
Dois corpos de adoração
Prefiro viver contigo
Se com ela, um castigo
Ela é toda perdição

É uma escolha arbitrária
Disso eu tenho certeza
Entre prato e sobremesa
Uma triagem necessária
Tu és muito bonitinha
Ela muito engraçadinha
Mas no fundo é ordinária

Edimar Monteiro
16 de maio de 2026

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LITERATURA DE CORDEL