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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

... Mas não perde o parafuso

Quando estou azafamado
Eu paro pra refletir
Prefiro não agredir
Pra não ser criticado
 
Isso é ato bem pensado
Pra não parecer abuso
Peço vênia, me escuso
Não gosto da coisa tosca
Uma porca perde a rosca
Mas não perde o parafuso

Se é mulher vou mais além
São desculpas prolongadas
Mesmo sendo mal amadas
Não merecem um desdém
 
Elas dizem o que convém
Discutir eu me recuso
Para não ficar profuso
Uso a tinta meio fosca
Uma porca perde a rosca
Mas não perde o parafuso

Edimar Monteiro
28 de maio de 2026
Mote: Heliodoro Morais

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LITERATURA DE CORDEL