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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

O Belo e a fera

Fizeram um carnaval
Verdadeira pantomima
Uma luta de esgrima
Na cultura musical
Ele Belo, ela Marrom
Tão distantes de um tom
No hino que é nacional

Foi um tapa instrumental
Na cara do brasileiro
Feriram o cancioneiro
E os ouvidos de Cabral
O povo republicano
Está hoje em desengano
Ainda está passando mal

Belo, meu camarada
Marrom, minha querida
Minha gente está ferida
Minha alma enlutada
Fizeram de idiota
Esse povo patriota
Da garrida pátria amada

Edimar Monteiro
06 de junho de 2026

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LITERATURA DE CORDEL