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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Saudades de antanho

O bagulho está estranho
Eu diria estragado
O homem muito mudado
Bem pior do que antanho
Pra cumprir o seu ofício
Está muito mais difícil
Do que Marx tomar banho

Sofrendo a carestia
Por causa da inflação
Não sobra nem um tostão
Na volta da mercearia
Sob as asas da galinha
Sem poder sair da linha
Vivendo de cortesia

O ensino nem se fala
Faculdade a cada esquina
O mestre não mais ensina
Pouco alunos numa sala
Vivendo de nostalgia
Se queda na letargia
Que no mundo se instala

Edimar Monteiro
01 de abril de 2026

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LITERATURA DE CORDEL