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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Venha pro meu Ceará

Se querem nos separar
No Nordeste ficarei
Qual estado eu já sei
Não tem como mais mudar
Por este pensar sutil
Se for partir o Brasil
Deixe-me no Ceará

Sempre tive meu lugar
Fui vaqueiro no agreste
Sem temer fome nem peste
Nunca parei de lutar
Por não ser mais infantil
Se for partir o Brasil
Deixe-me no Ceará

Num calor de arrasar
Pouca roupa eu me visto
O meu corpo eu revisto
De modo peculiar
Por ser homem varonil
Se for partir o Brasil
Deixe-me no Ceará

Quero aqui te convidar
Injetar-lhe esperança
Me acompanhe na mudança
Faça o Brasil mudar
Por não seres pueril
Se for partir o Brasil
Venha pro meu Ceará

Edimar Monteiro
03 de abril de 2026

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LITERATURA DE CORDEL