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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Um gajo saudosista

Saudade não tem idade
O bordão assim dizia
Isso eu já percebia
Desde a minha mocidade
Saudade sempre senti
Só agora percebi
O quanto que é verdade

Saudade não mata gente
Mas um estrago ela faz
No seu bojo é capaz
De torná-lo imprudente
Desde um choro alucinado
Um grito desesperado
A um ato inconsequente

A saudade de que falo
É saudade de uma fêmea
Que foi tua alma gêmea
Que te provocou abalo
A saudade é inerente
Àquilo que a gente sente
Que eu sinto e não me calo

Edimar Monteiro
15 de abril de 2026

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LITERATURA DE CORDEL