Quando em minha solidão
No silêncio de uma noite
A saudade é um açoite
O meu peito um vulcão
Um fogo que dentro arde
Sem fazer nenhum alarde
Pronto para erupção
A saudade é lancinante
Põe amargo na doçura
Alimenta a amargura
Causa dor excruciante
Tem o amargo do fel
É conquista sem troféu
Tem sabor extravagante
Quando sinto seu sumiço
E sua voz já não se escuta
Minha alma se enluta
O corpo fica enfermiço
Meu soluço eu engulo
Eu me ponho em casulo
E me torno um cediço
Edimar Monteiro
20 de junho de 2026
Foto: UOL
20 de junho de 2026
Foto: UOL

