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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Saudade e amarguras


Saudade e amarguras
Um duo que me consome
Saudade que nunca some
E o amargo das agruras
De tudo tenho saudades
Brincadeiras, amizades
Em dias de aventuras

Das agruras nem lembrar
Nem daquilo que passei
Das dores que nem pensei
Que iriam nos causar
Minha mãe na sua luta
Meu pai na sua labuta
Pra família sustentar

Uma foice e uma enxada
Um fogão e uma chaminé
Um bolinho com café
Uma faca afiada
O meu pai na sua roça
Minha mãe na sua choça
Uma saudade danada

Edimar Monteiro
08 de junho de 2026

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LITERATURA DE CORDEL