O balanço de uma rede Sob um pé de trapiá Uma tábua de passar Alguns santos na parede Um pote lá na cozinha A água sempre fresquinha Para aliviar a sede
Minha infância foi assim O convívio com os avós O durante e o após São lembranças para mim Acordar pela manhã Ver a minha vó Nanã Abraçando vô Nequin
Em um canto da cozinha Preparando o almoço Com calma, sem alvoroço Tia Neusa, a madrinha Uma alma acolhedora Uma santa protetora Com aura de uma rainha
Garoto de pouca idade Mas prodígio de memória Lembro minha trajetória No jati, bela cidade Dos momentos que vivi Dos avós nunca esqueci Ainda bate uma saudade