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MINHA VIDA, MEUS CORDÉIS

Vó Nanã e vô Nequin



O balanço de uma rede
Sob um pé de trapiá
Uma tábua de passar
Alguns santos na parede
Um pote lá na cozinha
A água sempre fresquinha
Para aliviar a sede

Minha infância foi assim
O convívio com os avós
O durante e o após
São lembranças para mim
Acordar pela manhã
Ver a minha vó Nanã
Abraçando vô Nequin

Em um canto da cozinha
Preparando o almoço
Com calma, sem alvoroço
Tia Neusa, a madrinha
Uma alma acolhedora
Uma santa protetora
Com aura de uma rainha

Garoto de pouca idade
Mas prodígio de memória
Lembro minha trajetória
No jati, bela cidade
Dos momentos que vivi
Dos avós nunca esqueci
Ainda bate uma saudade

Edimar Monteiro
11 de junho de 2026

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LITERATURA DE CORDEL